Manaus (AM), A Prefeitura de Manaus volta a ser manchete por suspeitas nada honrosas. O Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) investiga possíveis irregularidades na licitação da merenda escolar, processo conduzido pela Casa Civil, sob a batuta de Marcos Rotta, secretário-chefe e homem de confiança do prefeito David Almeida.

Não é de hoje que o prefeito se enreda em polêmicas administrativas. Agora, a denúncia envolve justamente a alimentação de crianças da rede pública municipal, um serviço que deveria ser tratado com a máxima seriedade, mas que parece ter sido transformado em balcão de negócios.

A licitação, alvo de diversos questionamentos, lança sombras sobre a transparência e a lisura do processo. Em vez de garantir qualidade e eficiência na merenda, o que se vê é mais uma gestão marcada pela suspeita de favorecimentos e conchavos.

David Almeida, que adora se autoproclamar gestor moderno e eficiente, coleciona episódios que desmentem o próprio discurso. Quando se trata de cuidar do básico, como a merenda das escolas municipais, sua administração mostra fragilidade, desorganização e, sobretudo, falta de compromisso real com a população.

Enquanto o prefeito desfila em coletivas e eventos, buscando autopromoção, os órgãos de controle precisam intervir para apurar se houve falcatrua no que deveria ser uma simples e transparente compra pública. Mais uma vez, a imagem que se projeta é a de uma gestão com discurso de moralidade, mas recheada de suspeitas.

David Almeida pode até tentar empurrar a responsabilidade para auxiliares como Marcos Rotta, mas, no fim, a caneta é dele. E quando a merenda das crianças entra no centro de uma investigação, o problema não é apenas administrativo: é moral.